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02/01/2018

Prefeitos cobram de Ministro falta de repasses para municípios


Reunião serviu para explicar a decisão do Governo Federal de adiar a transferência dos R$ 2 bilhões acordados como Auxílio Financeiro dos Municípios



O Prefeito de Capão da Canoa, Amauri Magnus Germano, recepcionou, na manhã de sábado (20), o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun. O encontro serviu para explicar a decisão do Governo Federal de adiar a transferência dos R$ 2 bilhões acordados como Auxílio Financeiro dos Municípios (AFM) de 2017.

Também participaram da reunião o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, o presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Salmo Dias, presidente da Associação dos Municípios do Litoral Norte (Amlinorte), Cilon Silveira, e demais prefeitos de municípios do Rio Grande do Sul.

De acordo com o ministro, havia espaço fiscal para realizar o pagamento, por isso o atual governo prometeu o AFM, mas as gestões dos ministérios da Fazenda e do Planejamento não encontraram espaço no orçamento de 2017 para quitar a primeira parcela do AFM. “Se não quiséssemos fazer o aporte, não teríamos nos comprometido”, disse Marun aos prefeitos.

O Prefeito de Capão da Canoa, Amauri Magnus Germano, afirma que todos os entes da federação têm suas responsabilidades e devem arcar com seus compromissos. “Sabemos da crise, das dificuldades econômicas, mas é no município onde tudo acontece e os repasses vindos do Governo Federal e do Governo Estadual são fundamentais para o desenvolvimento das ações e dos serviços nas cidades”, analisa.

Desde que o Palácio do Planalto sinalizou a intenção de não cumprir a promessa anunciada em novembro, e repetida em novo encontro com o presidente da República em 13 de dezembro, a CNM iniciou um movimento de reação institucional. Na quinta-feira, 28, em conjunto com a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Municípios e o movimento municipalista brasileiro, publicou um manifesto de repúdio, em que expressou a indignação com a decisão do Governo Federal.
 




Créditos: Bernardo Zamperetti/Imprensa PMCC


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